Um longo caminho a frente
No último fim de semana, junto a meus amigos do blog 3 Perdidos, decidimos fazer a nossa primeira cerveja artesanal. Os ingredientes e o equipamente já estavam comprados seguindo mais ou menos a orientação que tivemos no curso da Confraria do Marquês, mas agora só dependia de nós mesmos. Veja o que fizemos e aprenda com nossos erros…
O primeiro passo é moer a cevada. Como temos um engenheiro com formação em segurança do trabalho na equipe, tentamos usar o trabalho braçal para isso. Depois de cerva de 200 gramas, e com mais de 4 quilos a frente, instalamos uma furadeira na moenda e terminamos o trabalho em minutos.
Água mineral é essencial para o processo. Ela não tem impurezas ou outros componentes que podem alterar o gosto da bebida. No nosso caso, escolhemos a Água do Poeta, diretamente das fontes do Sana.
Primeiro erro, usamos um fogareiro comum e não um industrial. Isso faz que a água demore muito pra atingir a temperatura desejada de 70ºC. Claro que depois isso se tornou um inferno quando queríamos manter uma temperatura na brassagem.
Adicione a cevada na água aquecida. A partir dai mantenha a temperatura em mais ou menos 65ºC para liberar os açúcares dos grãos. Recomendo ficar a cada 5 minutos medindo ou coisa similar, é muita fácil perder o timing e esquentar ou resfriar demais.
Sempre que estiver aquecendo a mistura, lembre de mexer a mistura para que todos os grãos fiquem em contato com a água quente e liberem açúcar por igual.
Não esqueça de comprar bastante cerveja para o trabalho. Ainda mais em dias de verão que a temperatura passa com facilidade dos 30ºC e você fica próximo ao fogo o tempo inteiro.
Depois de aquecer, recircule o mosto. Isso ajuda a clarificar o produto e filtrar as impurezas que estão em suspensão no líquido.
Coloque tudo para ferver por mais 1h15min. Faltando algum tempo para o final, adicione o lúpulo para o aroma e amargos. O tempo de lupulagem depende do gosto de cada um. Na receita que pegamos na Internet não tinha o tempo de lupulagem, então adicionamos o aroma com 40 minutos e o amargor com 30.
Depois da fervura, esfrie a bebida com a ajuda de um chiller. O processo anda mais rápido que esperar naturalmente.
Chiller maldito! O grande problema foi quando a conexão da mangueira com a tubulação de cobre começou a vazar e mais ou menos uns 2 litros de água da cisterna vazou na mistura. Lembra quando falei sobre a importância da água mineral?
Adicione o fermento e deixe tudo em uma temperatura controlada por 4 dias para que o açúcar se transforme em álcool e gás carbônico. Meça também a gravidade específica para depois saber o teor alcoólico. A nossa foi 1.033, o que nos deixa a esperança de 3.5% de álcool, completamente diferente dos 5% mínimos para uma IPA.
A medida que formos nos aperfeiçoando, vou colocar aqui no blog as nossas receitas e gambiarras, assim vocês conseguem superar as primeiras dificuldades e sair com um produto com menos problemas.
E torçam por nós!
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Depois comentem do resultado da cerveja (principalmente no outro dia).
Comentário by Max — 2 de dezembro de 2009 @ 17:35